As criaturas no deserto

Creatures in the desert 

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Como artista plástico eu me considero uma pintora. Eu uso cores de óleo e acrilico. Também participo em teatro e em planejamento de desempenhos.
As minhas pinturas geralmente são ”diptychs” que têm duas partes. Já fiz um série longa de ”diptychs” cujas partes eram sempre do mesmo tamanho, 72 x 46 cm. Os pares podiam ser misturados um com o outro. Assim eles formaram entidades novas. No fim da série apareceram ”tritychs” e os tamanhos das partes começaram a mudar. Eu já fiz algumas exposições sobre isso. Até hoje esta dualidade continua, porém o tamanho das minhas obras aumentou bastante.

O pólo vazio que fica entre as duas partes da obra pode ser o que descreve o tempo. O olho e a mente vêem a obra e o tempo como continuando mesmo que no meio tenha um espaço. Eles não podem deixar sem observar o anterior e o próximo - o passado e o futuro - mesmo que tentem muito. No outro lado as imagens podem ser organizadas de uma forma diferente. Assim, se surgem entidades novas e novos pontos de vista. Eu uso uma citação do livro escrito por Jostein Gaarder: ”Isso é chamado de dispersão, ... primeiro cada carta tem algum significado e depois elas são misturadas e redistribuídas.”

Com certeza nas minhas imagens tem muito sobre a minha história de vida. Isso acho que têm em obras de todo mundo. Muitas vezes é só depois da obra ficar pronta que eu percebo como tenho estado durante o processo de pintar. Eu espero que para ver as minhas obras a pessoa perceba o que ele/ela está sentindo e pensando naquele momento.
Talvez eu pinte porque tenho uma vontade de ver além da aparência das coisas, aquilo que não se pode observar de uma outra maneira. Se pode perceber várias coisas diferentes na imagem, aí você pode observar estes e aí permanecerão.



Maikki Korhonen
Mora em Vantaa, Finland


Formação de Arte:
Universidade de Arte Industrial 1977-1983
Academia de Pekka Halonen 1997- 2001